Fala-se de mãos e pés calejados, mas pouco se fala de corações calejados. Portanto... quanta gente há por aí vivendo como se não fosse possível ter sentimentos porque um dia foram magoadas. As pessoas mais duronas, que parecem indiferentes ao amor

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Sexta-feira, 12 de Março de 2010
Quantas vezes já nos aconteceu pensar assim?
Estou cansada de trabalhar e ver todos os dias as mesmas pessoas no caminho; passar horas trabalhando. Chego em casa e meu marido sempre do mesmo jeito, com a mesma disposição, a mesma comida para o jantar. Entro no banho e logo ele começa a reclamar.
Quero descansar e assistir minha novela, mas meus filhos não me deixam, porque querem brincar comigo e conversar. Não entendem que estou cansada. Meus pais também me irritam algumas vezes e entre trabalho, marido, filhos, pais e cuidar da casa, eles me deixam louca. “Quero Paz”.
A única coisa boa é dormir. Ao fechar os olhos sinto um grande alívio, me esqueço de tudo e de todos.

Ao dormir...
- “Olá, vim te ajudar”.
- Quem é você? Como entrou?
- “Sou um servo de Deus. Ele disse que ouviu suas queixas e que você tem razão”.
- Isso não é possível, para isso eu teria que estar...
- “Isso, você está. Não se preocupará mais em ver sempre as mesmas pessoas, nem por agüentar o seu marido com suas reclamações e sua disposição, nem seus filhos que te irritam, nem terá que escutar os conselhos de seus pais e não terá mais qualquer casa para cuidar.”
Mas... Que acontecerá com todos? Com meu trabalho? Minha casa?
- “Não se preocupe. No seu trabalho já contrataram outra pessoa para o seu lugar e ela certamente está muito feliz porque estava sem trabalho”.
- E meu marido, meus filhos?
-- “Ao seu marido foi dado uma boa mulher que o quer bem, o respeita e o admira por suas qualidades, aceita seus gostos e defeitos e todas as suas reclamações. Além disso, ela se preocupa com seus filhos como se fossem filhos dela. De certo, tem uma emoção muito grande já que é estéril. Por mais cansada que chegue do trabalho, dedica tempo a brincar com eles e para agradar seu marido. Todos estão muito felizes”.
- -Mas não quero isso!
- -“Sinto muito, a decisão foi tomada”.
- Mas isso significa que jamais voltarei a beijar o rostinho dos meus filhos, nem dizer “eu te amo” ao meu marido e mostrar a eles o quanto são importantes na minha vida, nem dar um abraço nos meus pais.
Não, não quero morrer, quero viver, envelhecer junto ao meu marido, fazer a viagem que há muito planeámos, colocar aquela roupa que comprei há mais de 1 ano, levar meus filhos ao passeio que sempre prometi. Não quero morrer ainda...
- “ Mas era o que você queria... Descansar. Agora já tem seu descanso eterno, durma para sempre”.
- Não, não quero, por favor, Deus!
... “Que aconteceu amor? Teve um pesadelo?” Disse meu marido me acordando com paciência e carinhosamente.
- Sim, um pesadelo horriv...Parei a frase ao meio, olhei em seu rosto, seu semblante preocupado comigo, ali do meu lado, e então, sorrindo falei:
- Não meu amor... não tive pesadelo nenhum, tive um encontro com Deus, que nos adora, e que acaba de me dar uma nova oportunidade.
 
 

 Texto retirado da net!

 


 

publicado por RosaOliveira às 16:53